Resenha: Louvor Congregacional (Julho 2009)

Parece que Música tem se tornado o assunto mais relevante ultimamente na IASD. Os assuntos mais discutidos na comunidade Jovens Adventistas no Orkut são sobre música.

A Revista Adventista de Julho 2009 traz o artigo
Louvor Congregacional do Pr. Otimar Gonçalves, líder de Jovens da Divisão Sul Americana.

A iniciativa de orientar a Igreja no que tange ao louvor congregacional sem dúvida é louvável. A música e o louvor são partes cruciais na adoração adventista e a IASD precisa continuar a crescer neste aspecto.

Gostaria de analisar algumas idéias e as possíveis implicações dos conceitos expressos pelo Pr. Otimar.

O artigo começa com a afirmação:

"É preciso primeiro aprender na Terra a louvar o Criador dos céus e da Terra para depois louvá-lo no Céu."

Aparentemente, um conceito teológico bonito, e até profundo.

Porém, esta afirmação tem implicações muito sérias na relação entre adoração e Salvação. Existem aqui overtons da teologia da "música como instrumento de salvação" propagada por Dario Pires de Araújo no seu livro Música, Adventismo e Eternidade e muitos outros. (Este livro tem tido bastante influência na música e adoração adventistas nos últimos 20 anos.)

Quais são as possíveis implicações da afirmação acima? Que o louvor tem peso para a salvação. Note que o problema não está no conceito de que devemos começar nosso louvor a Deus aqui na Terra e continuarmos no céu. Isso é um fato bíblico.

O problema surge quando se coloca o louvor "correto" (em que pese a subjetividade da palavra "correto") aqui na terra como condição ou necessidade ("é preciso") para que se possa louvar "no céu". Este aspecto de causalidade é bastante problemático.*

Qual então é a relação entre o louvor do "aqui, agora" e do "não ainda"? Em termos salvíficos, a adoração não tem nenhum peso. Posso ouvir alguns dizendo: "Isso é heresia!" "Afronta à cosmovisão adventista do Grande Conflito!!" Não necessariamente.

A doutrina adventista da justificação pela graça prega que somos aceitos perante Deus tão-só e exclusivamente pelo sacrifício perfeito de Jesus Cristo. Essa é a base para a nossa aceitação diante de Deus. Usar a adoração ou "boa música" para "adicionar" ou "auxiliar" neste processo é sim uma afronta ao sacrifício de Jesus em nosso lugar. É salvação pelas obras humanas, pura e simples.

Por isso, a adoração e o louvor congregacional deve ser considerado simplesmente como a resposta humana, incontida e vibrantemente reverente ao dom imerecido da salvação já alcançada em Jesus. Eles refletem o "estar salvo" e não o "para ser salvo".

A adoração e a música sacra, por mais importantes que sejam para a vida cristã, não devem ser elevadas a requisito de salvação por um desejo desmedido e, consequentemente, legalista, de que estas sejam "sacrifícios perfeitos" e de alguma forma, se tornem base na salvação.

Fazer nosso melhor para adorar a Deus com entendimento não deve ser confundido com oferecer nossa adoração para "completar" o sacrifício de Jesus.

A linha divisória é tênue, errar nisso pode ser fatal.

Gonçalves continua:
"Quando o tema é o ministério da música, há sempre muitas idéias e sugestões humanas, de acordo com a cultura de cada cantor ou músico. Mas nós queremos algo mais, ou seja: o "Assim diz o Senhor", baseado na Bíblia e no Espírito de Profecia."

Como discutimos no artigo abaixo, a cultura "humana" de cada músico e cantor desde os primórdios sempre influenciaram suas decisões musicais e de adoração. E isso não significa que foram contra o "Assim diz o Senhor" como o Pr. Otimar parece inferir aqui.

Na realidade, a Bíblia tem muito de cultura local ou pessoal no louvor.

Lembre-se que Davi nos Salmos louvou a Deus de acordo com a cultura musical de sua época, em hebraico e com seus instrumentos hebraicos primitivos, harpa, saltério, címbalo, tamborins etc. A igreja primitiva manteve um estilo cultural judaico de adoração por muito tempo.

Já Ellen White louvava a Deus no contexto musical do século 19, em inglês e com hinos que soavam diametralmente diferentes dos hinos de Davi. Mas nem por isso foram contra o "Assim diz o Senhor" da realidade do Salmista.

Sobretudo, a adoração precisa ser relevante ao contexto cultural do adorador para que fale às suas necessidades imediatas mas o façam louvar a Deus como Eterno Provedor.

* * *
Os conselhos seguintes do Pr. Otimar sobre a preparação de quem lidera o louvor são na maioria razoáveis embora tenham caído em "terra molhada" (orar antes de cantar) ou a ênfase em externalidades como falar da roupa.

A única ressalva que eu faria é no item 4, onde ele cai em julgamento e más suspeitas.

Ele afirma:

"Alguns de nossos cantores se valem de um recurso chamado melisma. Trata-se de um fragmento melódico ou um grupo de notas baseadas numa sílaba. Trocando em miúdos, nada mais é do que um meio de atrair a atenção dos ouvintes para o cantor e não para o louvor. É um tipo de exibição de recursos vocais, dotes e extensão musical ou coisas do gênero. Para alguns especialistas, são "firulas" musicais vindas do mundo do rap, black, soul e blus americano em especial."

É inevitável a conclusão de que aqui o Pr. Otimar julga que todos os que cantam de uma certa maneira estão se exibindo e portanto, indo contra o "Assim diz o Senhor". Isso é uma generalização descabida e ofensiva. É o velho mal julgamento que precisa ser evitado. A palavra pejorativa "firula" também adiciona um tom ácido que continua a contribuir para a divisão dos campos na IASD na questão da música: tradicionalistas e progressistas.

Esse tipo de afirmação de cunho pessoal além de ser despropositada vinda de um pastor e estar na revista oficial da IASD no Brasil, tem o potencial de alimentar as fogueiras extremistas e fanáticas na IASD que viviam acesas algumas décadas atrás. Nem quero imaginar quantos anciãos bem intencionados vão se apegar a esta declaração para "cortar" cantores da igreja ou "mandar parar" solos que tenham essas "exibições".

Jesus disse: "
Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós." (Mat 7: 1-2)

Eu pergunto:

Seria "OK" julgar quando temos em vista o zelo pela causa de Deus? Mesmo que esse zelo seja mal empregado pela falta de experiência ou conhecimento musical a Deus e estimulado fortemente por preferências pessoais?

É seguro dizer: "Se eu não gosto, Deus não gosta também?"

E como julgaríamos quem é "especialista" em música quando se trata de "melismas"?
Quem concorda com minhas opiniões pessoais?

Händel, o compositor do Aleluia universalmente conhecido, era especialista? Eu pergunto porque sua cantata que conta a história do Messias tem melismas do começo ao fim. Mas ninguém se atreveria a cometer o sacrilégio de dizer que estes foram colocados ali para "exibicionismo" dos sopranos ou tenores. A arte musical sacra ao enaltecer a palavra de Deus é o que se sobresai na cantata do Messias e Seu nome é exaltado.

Por que repentinamente esta arte sacra se tornou "exibicionismo"?

E por que não é exibicionismo apresentar uma música sacra erudita alemã ou francesa ao órgão de tubos no sábado de manhã? Ou uma música que exija técnica instrumental pela orquestra do IAE? Ou pelo Coral ACASP ou o Carlos Gomes?

Veja que na passagem citada pelo Pr. Otimar, Ellen White condenou a exibição do talento musical de pessoas "não consagradas". É seguro concluir, portanto, que ela não condenou aqui a música sacra que expressa o talento pessoal e maestria técnica quando unidas à consagração pessoal. O problema reside justamente em querer qualificar aspectos intangíveis da experiência espiritual de cada um.

Não caiamos no erro de colocar juízo de valor nas intenções íntimas e espiritualidade dos músicos adventistas. Isso não é de Deus.
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Infelizmente creio que o artigo acaba causando mais problemas do que resolve.

Isso porque abordar o canto congregacional de uma perspectiva afunilada, apressada e baseada fortemente em preferências pessoais resulta em mal entendidos, como a confusão sobre a parte que a adoração deve exercer na experiência cristã de santificação, e em mais divisões e ostracismo de jovens Adventistas talentosos e sinceros que querem oferecer seu louvar a Deus, seja este com melisma ou não.

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*Se levarmos até as últimas consequências esse conceito, precisamos parar de construir edifícios de Igrejas pois no céu não há Templo: "Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro." (Apocalipse 21:22). Esse verso também apresenta problemas para aqueles que pretendem criar um paralelo entre a adoração no Templo terrestre com a da Igreja como sendo requisito para a adoração perfeita. Como reconciliar isto com o fato de que no céu e na Nova Terra, que são o alvo da comunidade cristã, não há Templo? Se o Templo onde Jesus ministra é modelo, qual a relevância da adoração naquele se ele não estará lá quando os salvos estiverem ali?

Resenha: Questão de Princípio (RA, Junho 09)


A Revista Adventista de Junho 2009 publicou o artigo "Questão de Princípio" de Rayssan Guimarães Cruz, aluno do Unasp.

Parabéns a ele pela pesquisa e por ter seu material publicado. Quando estava no SALT e era assistente de pesquisas no Centro White, a RA publicou algumas matérias minhas também e isso é muito gratificante.

Cito alguns trechos do artigo e comento:

Do lead do artigo: "A música não pode ser definida a partir de nosso gosto ou cultura".

Este é um ideal discutível. Um obstáculo a este conceito é o fato de não haver revelação sobre estilo de música que Deus "prefere" na adoração. A música da Bíblia era em estilo hebraico primitivo, será que é só este estilo que Deus "prefere"?

Gosto. Não dá pra separar gosto da escolha musical. Note como muitos dos argumentos contra certo estilo de música sacra (tradicional ou progressista) se baseiam no princípio: "Se eu não gosto, Deus não gosta também."

Os que condenam a música contemporânea por exemplo gostam de usar frases como: "Com certeza Deus não se agradou da música hoje". Há até uma anedota de um pastor adventista que após ouvir uma mensagem musical da qual ele não gostou, pediu licença para sua congregação para orar no quarto contíguo à plataforma para rogar que Deus "voltasse" ao culto, a despeito da "abominação musical" que acabara de presenciar. Mas quem disse pra ele que o gosto dele é o mesmo gosto de Deus?

Daniel Spencer em suas palestras e vídeos ubíquos diz: "Eu era do mundo mas hoje adoro como Deus quer ser adorado. Sei qual o
gosto de Deus." Este
gosto de Deus é convenientemente o mesmo gosto de Spencer.

Por outro lado, creio que o gosto musical pode e até deve influenciar a escolha da música na adoração. Por quê? Porque a música deve falar ao ouvinte no aspecto emocional primeiramente, ela deve ecoar no seu coração através dos acordes, do contorno melódico, do "pathos" da música para que seja eficaz. Seria completamente inútil e até contraproducente utilizar a música sacra num culto em que os membros mal suportassem o estilo da música.

Portanto gosto musical é um aspecto inexorável da escolha da música sacra. O que é necessário é maturidade da parte de músicos e líderes da Igreja para não impor o seu gosto musical a um determinado contexto.

Exemplo: se uma certa congregação de maneira geral prefere um certo estilo de música, então ela responderá melhor a este estilo. Se a preferência é só de uns poucos que controlam a comunidade, então o desquilíbrio deve acabar para benefício da adoração.

O ideal é que este gosto coletivo seja primeiramente baseado em princípios bíblicos de adoração e no contexto local da congregação. Note que eu disse princípios bíblicos de adoração, não de música.

Cultura. A música sacra sempre foi influenciada pela cultura imediata. Desde os primórdios, o povo de Israel usava de instrumentos e linguagens musicais dos egípcios e cananeus. A música sacra considerada 'santa' hoje é fruto da cultura européia secular aristocrática e elitista dos séculos 17-19.

Dario Pires de Araújo considera esta a verdadeira "música de Laodicéia" em sua defesa da música sacra erudita, "Música Adventismo e Eternidade." Esta idéia é baseada no conceito de que há culturas (e até raças) superiores e que podem e até devem influenciar estilos de adoração.

"A grande preocupação da Igreja é evitar qualquer semelhança ou influência das músicas e rituais pagãos."

Concordo.

O problema é tentar criar paralelos entre o uso que se faz dos instrumentos musicais nos cultos pagãos e aplicar "culpa por associação" ao seu uso no culto cristão. Por exemplo, tem se dito que não podemos usar tambores ou percussão na música sacra porque estes são usados nos rituais pagãos e por isso esses meios estão automaticamente contaminados.

Mas por que não se vê nenhum esforço em fechar a Novo Tempo e o Está Escrito porque o meio Rádio e TV estão "contaminados" por novelas, violência e pornografia? ...

Não é o meio e sim o uso que se faz dele.

"A Igreja primitiva tinha o intuito de ser diferente. O propósito era mostrar a diferença para atrair, não a semelhança para difundir."

O fato é que não sabemos como era a música da Igreja primitiva. Sua música possivelmente manteve fortes influências da cultura judaica por muito tempo. Portanto, o conceito de "diferença para atrair" não se aplica às primeiras décadas da Igreja quando ela esteve limitada à Palestina e usava elementos culturais com os quais o judeus se relacionavam.

Outra implicação problemática dessa afirmação é a de que a Igreja primitiva impunha seu estilo musical e de adoração sobre toda e qualquer raça de novos conversos, o que não pode ser facilmente sustentado pela história. É muito mais provável que os conversos ao cristianismo do norte da África, de Roma, da Ásia menor adaptavam seus estilos musicais locais para o uso no culto cristão primitivo.

Com o apóstolo aos gentios, Paulo, o Cristianismo deu alguns saltos culturais e obviamente não manteve suas raízes judaicas, no que tange ao estilo de culto, música e língua. Seria impossível querer impor a subcultura cristã hebraica sobre outros povos Europeus simplesmente porque o Cristianismo nasceu ali. Paulo mostrou que o Cristianismo transcendiam raças e culturas e ao mesmo tempo não buscou impor este estilo judaico em suas viagens evangelísticas.

Portanto, o corolário deste conceito é fato de que a cultura cristã no primeiro século era resultado da cultura judaica do primeiro século e por isso, profundamente influenciada pela cultura contemporânea.

Ainda precisa ser comprovado que a música era uma parte fundamental do culto cristão primitivo, haja vista que somente um relato histórico, a carta de Plínio o Moço (61-113AD) a Trajano menciona o "canto" no culto cristão na Ásia Menor. Já a Tradição de Hipólito (155AD) e a Primeira Apologia (200AD) de Justino o Mártir não mencionam música no culto. O culto cristão primitivo centralizava-se na leitura da Palavra e na celebração da Eucaristia e pelo que tudo indica, a música tinha um papel de somenos importância.

"O desenvolvimento musical é fruto do desenvolvimento da Igreja. É claro que não podemos nos apegar a essa afirmação para introduzir qualquer estilo ou instrumento musical em nossas congregações."

O desenvolvimento musical deve muito pouco ou nada ao desenvolvimento da Igreja. A evolução da música sacra está intimamente atrelada à
evolução da música secular. Portanto a música sacra pode ser considerada um subproduto da música secular. A música sacra também influenciou a secular, mas em muito menor escala.

Sobre os instrumentos, Davi é claro que TODOS os tipos de instrumentos devem ser usados no louvor a Deus, dentro de um contexto de Adoração. (Salmo 150).

"Não podemos questionar o fato de Deus não ter deixado normas específicas para a música."

Excelente... se tivesse parado por aí sem citar Ostermann: "
Por meio de sua Palavra ele nos deixou princípios infalíveis "que governam e transcendem as questões de cunho cronológico, étnico e cultural".

O fato é que não existem na Bíblia "
princípios infalíveis" sobre música que supostamente transcendam questões culturais. Existem sim princípios de adoração na Bíblia, mas não de música. Por isso a necessidade de se aprofundar na adoração que Deus pede e alinhar a música a isso.

"Devemos lançar mão dos benefícios alcançados pela escolha da boa música."

Aqui o artigo parece promover justamente o que se propôs a evitar: a interferência do gosto musical na escolha da música sacra. Isso porque este ideal de
"boa música" é profundamente subjetivo e pessoal. O que é boa música para um, pode ser péssima para outro. Um acha que a Quinta Sinfonia de Beethoven é divina e o outro fica aterrorizado com esta. Uns podem achar a Nona Sinfonia celeste, enquanto outros não são movidos por esta a adorar. O que funciona em um contexto cultural, pode ser um disastre em outro.

Portanto, a "boa música sacra" pura e simples é aquela que faz o cristão adorar em espírito e em verdade, oferecento um culto racional.

Conceitos estéticos da música sacra são subservientes à sua
funcionalidade no louvor: fazer o cristão adorar. Se uns adoram felizes com os grandes hinos tradicionais da fé, ótimo. Se outros adoram felizes cantando corinhos simples que estão ao seu nível intelectual e musical, que assim seja.

A música do culto não é um sacrifício a ser aceito por Deus precisando assim ser perfeito, "sem mancha e sem defeito". Há quem queira auferir qualidades salvíficas à música sacra e à adoração, o que é uma heresia.

Deus quer ver Seu povo adorando feliz, contente e vibrante e a música deve facilitar esse louvor.

"... uma coisa é certa: no decorrer da história, a música cristã tem mostrado uma característica diferenciada. E para que ela continue com essa característica, não podemos defini-la a partir de nossas próprias conclusões, mas por meio dos princípios estabelecidos pela Palavra de Deus."

Aqui novamente vemos a tentativa de se extrair princípios bíblicos sobre música. A última vez que alguém tentou fazê-lo foi Bacchiocchi com seu livro
O Cristão e a Música Rock, livro este que continua a trazer confusão na Igreja pela agressão exegética ou melhor, eisegética (impor ao texto).

A Palavra de Deus precisa sim ser
normativa para assuntos de adoração mas não tentemos extrair ou "produzir" princípios normativos sobre música. Eles não estão ali.

Para finalizar, creio que o artigo tem partes boas como o convite para que,
"Como adventistas, devemos escolher o melhor para a adoração a Deus."

Mas creio que no geral, ele adiciona à confusão entre os
princípios bíblicos de adoração (abundantes) e princípios musicais bíblicos (inexistentes).

Termino dizendo:
"Quem souber que tipo de adoração Deus pede do cristão, saberá usar sua música para tanto."


Pastor Adventista Perde Familiares no Acidente Air France


O Pr. Davi Barrozo, pastor da Igreja Adventista Brasileira de Washington DC, EUA, perdeu familiares no acidente da Air France. O casal que estaria passando a lua-de-mel em Paris eram primos dele.

"A médica Bianca Machado Cotta e o advogado Carlos Eduardo Lopes de Mello se casaram no sábado à noite, com uma grande festa no Iate Clube de Icaraí, em Niterói, depois de três anos de namoro. Embarcaram o voo 447 da Air France para passar a lua de mel em Paris." (Fonte: Folha de São Paulo)

Ore por ele e sua família para que Deus conforte seus corações neste momento difícil.

Ellen White Era Contra a Bateria?


PARA BAIXAR o artigo em PDF, Clique aqui.

NOVA VERSÃO: Atualizada 10/6/2009. Inclui seção sobre o uso de insrumentos de percussão na IASD depois de 1901 com foto e a opinião de Jan Paulsen, presidente da Associação Geral sobre a bateria e música contemporânea.

Não admira que alguns blogueiros se encontrem extremamente irados com o artigo "Ellen White Era Contra a Bateria?"

O artigo, através de uma pesquisa histórica e isenta nos escritos de Ellen White e dos arquivos Adventistas (Adventist Archives), desmonta um dos argumentos preferidos contra a percussão: descontextualizar um passagem de Ellen White para condenar a bateria.

(Clique aqui para ver a respostas às inverdades sobre o artigo propagadas por Gilberto Theiss).

O artigo é baseado em interpretações de historiadores adventistas, inclusive Arthur White, neto e biógrafo de Ellen White.

Veja o que alguns pastores e teólogos têm dito sobre o artigo:

"Gostei muito do artigo, principalmente da parte histórica." Pr. Sérgio S.

"Bem embasado, com fundamento." Pr. Marcelo G.

"Esse artigo caiu do céu, estou tendo bastante problemas com o extremismo na música na minha igreja." Pr. Antônio C.

"Excelente! Creio que os pastores precisam ser educados neste assunto." Pr. G. Santos
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Infelizmente, por ser um artigo técnico e incluir muitas notas de rodapé, não é possível inclui-lo aqui no blog diretamente. (Quem sabe vamos incluí-lo em breve.)

Recomendo o material em PDF que pode ser facilmente impresso e compartilhado. Clique aqui. (Requer Adobe Reader)

Aqui vão alguns pontos chaves do artigo:

"Note que a resistência em se aceitar certos instrumentos no culto da igreja Adventista não é nova. Desde os primórdios do movimento até 1877, o canto congregacional era feito a cappella. Em 1877 Tiago White e John Loughborough experimentaram resistência quando tentaram incluir um órgão numa campal na Califórnia." (p. 5)

"Infelizmente algumas citações do Espírito de Profecia têm passado tantas vezes pela “moenda” de uma certa interpretação que esta se torna estabelecida ou tradicional, como no caso da música e da percussão, cujas interpretações extremas, baseadas nas mais tênues implicações do que Ellen White escreveu, têm-se tornado a única alternativa para muitos e causado “perplexidade” na igreja." (p. 13)

"Considerando-se a riqueza e variedade dos escritos de Ellen White, tambores recebem pouquíssima atenção. O problema não é o instrumento em si mas o estilo em que é tocado e a falsa doutrina e emocionalismo que acompanham o seu uso." (p. 5)


"Se a percussão fosse incompatível com a música sacra, era de se esperar que ela articulasse sua posição inequivocamente e em termos típicos como: “Foi me mostrado que os tambores e tamborins são ofensivos a Deus e não devem ser usados em seu culto e na música do Senhor.” Mas tal citação não existe." (p. 6)

"Um estudo minucioso da visão de música nos escritos de Ellen White não revela nenhuma preferência por técnicas de composição melódica, ritmo, estilo ou instrumentos da música aceitável, se erudita do período Barroco, Clássico ou Romântico ou mesmo contemporâneo." (p. 8)

"Condenar a percussão por causa do seu uso na música popular contemporânea (fazendo-se assim necessário separar-se do “mundo”) ignora o fato de que a percussão é usada profusamente na música sacra erudita como o Aleluia de Händel." (p. 8)

"Outros argumentos citam a resposta de plantas à música rock, a percussão sendo usada em rituais satânicos ou a influência do ritmo em alterar batimentos cardíacos, entre muitos outros. Mas plantas não são gente e os batimentos cardíacos se alteram constantemente durante o dia quando levantamos, sentamos, corremos, dormimos, e até mesmo quando ouvimos música clássica. Condenar a percussão porque é usada em rituais satânicos, xamânicos etc., é equivalente a condenar o uso da TV para evangelismo porque ela é usada secularmente para promover a violência e a pornografia. Afinal, ninguém está usando a percussão na música cristã para promover possessões demoníacas. Também problemático é o repúdio do estilo de vida de roqueiros e músicos seculares para demonizar a bateria e percussão. O fato é que, com poucas exceções, os compositores da música erudita dos séculos 17-20, que é tida como única aceitável na adoração hoje por muitos, tiveram vida desregrada, espiritualística e promíscua também. Parece que há grande necessidade de repensar as implicações dos argumentos usados contra a percussão." (p. 8)

"Na perspectiva de Ellen White, “imediatamente antes do fim da graça” incluía os fanatismos passados do Adventismo bem como o movimento da Carne Santa e não algo num futuro distante, como nos nossos dias. Afinal, a advertência de que isso ocorreria no tempo do fim precisava ecoar no coração dos ouvintes no contexto imediato de 1901." (p. 10)

"A interpretação corrente da expressão “a história se repetirá” implica que os tambores da música e a heresia da Carne Santa vão se repetir a qualquer custo na igreja adventista, a despeito do repúdio desses desde 1900. Tal interpretação acaba colocando a “bateria” como elemento fundamental da escatologia adventista, o que é em si, uma heresia." (p. 11)

"Atualmente, apesar do zelo de alguns em condenar qualquer nova dinâmica no culto adventista como suspeita, não há evidências de que o fanatismo e excessos do culto da Carne Santa estejam sendo reintroduzidos na igreja Adventista meramente pelo uso da bateria, percussão, guitarra elétrica, contrabaixo ou música adventista contemporânea." (p. 12)

"Nunca foi intenção de Ellen White que sua mensagem para a Carne Santa fosse usada para apoiar aplicações extremas, como a proibição generalizada de instrumentos de percussão na música adventista ou o culto formal. Ellen White nunca apoiou interpretações extremas de seus escritos em nenhum assunto." (p. 12)

Leia, estude e deixe seu comentário!


Igreja no México Paraliza por Gripe Suína


Mais de 2.500 Igrejas Adventistas no México cancelaram cultos em resposta à gripe suína que ameaça o país.

A universidade de Montemorelos fechou suas portas para os seus mais de 2.000 alunos até o dia 6 de Maio.

O país tem mais de 500.000 adventistas.

Jovem Adventista Escolhido para Assessorar Obama


Paul Monteiro, um jovem advogado Adventista vai assessorar o presidente Barack Obama em questões de fé. A administração Obama escolheu Monteiro para servir como assessor no Departamento de Assessoria Pública.

"O presidente leva a sério o plano de incluir opiniões de comunidades religiosas em discussões sobre legislação - seja na reforma do sistema de saúde e educação, imigração e pesquisa científica - não somente informá-los após as decisões."

"É um privilégio fazer parte desse esforço para incluir mais pessoas nas discussões", disse Monteiro.

Monteiro é da turma de 2007 da Escola de Direito da Universidade Howard, em Washington DC. Ele já havia trabalhado para Obama quando ainda Senador pelo estado de Illinois e também durante sua campanha presidencial. Em sua nova função, Monteiro agendará reuniões e eventos especiais com representantes de várias organizações e denominações cujas preocupações ele levará ao departamento apropriado.

Monteiro cresceu na área de Takoma Park, Maryland e foi atraído para a Igreja Adventista pelo testemunho de seus amigos Adventistas. "Sempre admirei meus amigos Adventistas. Havia algo diferente com a maneira em que viviam", confessa. Após estudos bíblicos, ele foi batizado.

Fonte: Adventist News Network



Círculos em Plantações e Aparições de Maria

Um documentário recente (2009) intitulado New Swirled Order* estuda a fundo os círculos que aparecem em plantações em todas as partes do mundo a cada semana. O documentário involve especialistas de todo o mundo e utiliza uma argumentação científica, extremamente abalisada que comprova a impossibilidade de esses círculos serem meras criações humanas. O documentário mostra um círculo se formando na frentes das câmeras, filmado em 1989, filmagem que foi autenticada por análises.

Não resta dúvida de que esses círculos fazem parte dos enganos satânicos mencionados em Apocalipse 16:13-14:

E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs.

Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso.

Notem que a besta (catolicismo) também expele rãs, que hoje em dia devem, entre outras, ser interpretadas pelas aparições de Maria em todo o mundo, o que apóia a teologia católica de adoração a Maria. Essas aparições são paralelas aos círculos das plantações por suas qualidades esotéricas e sobrenaturais.

É interessante que tem havido uma dessensibilização em relação a esses fenômenos sobrenaturais. Seria isso um sinal de que as pessoas estão cada vez mais acostumadas a essa Nova Ordem Mundial, a era em que elementos sobrenaturais serão coisas cotidianas até que o grande engano seja consumado? Como isso se alinha com a profecia de Jesus de que o mundo se maravilharia com a imagem da besta?

Abaixo estão dois vídeos, um que mostra somente as figuras e o outro é o documentário em questão.


Abaixo está o primeiro de 8 vídeos que tratam das aparições de Maria do ponto de vista Bíblico-adventista. Para ver os outros basta clicar na continuação no fim do vídeo.


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* Trocadilho de New World Order, Nova Ordem Mundial com Nova Ordem Circular, referindo-se à forma circular em que os caules das plantas se encontram nos círculos.